domingo, 12 de maio de 2019

ALDRAVIAS - Improvisos

Resultado de imagem para improviso

I
amor
não
tem
direção
puro
improviso

II
mágoas
sabem
nadar
vou
provar
bebe

III
amanheceu
gritam
pássaros
sobre
rodas
cof

IV
espelho
quebrado
que
azar
fuga
impossível


João Antônio Pereira

quarta-feira, 8 de maio de 2019

ALDRAVIAS - O Amor

Resultado de imagem para o amor



I
Terremoto
vidas
reviradas
quem
se
salvou


II
alheio
semicondutor
de
saudade
explico
que

João Antônio Pereira

ALDRAVIAS - Instigante


Resultado de imagem para instigante



I
parece
que
brilha
que
semeia
flores


II
casa
escura
cadeiras
vazias
almas
fumegantes


João Antônio Pereira

terça-feira, 23 de abril de 2019

ALDRAVIAS - Elétricas!

cuidar
da
vida
tenho
esta
só-zinho




para
deixar-te
de
burca
aberta

domingo, 21 de abril de 2019

ALDRAVIA - Lunático

Resultado de imagem para lua


tenho
fases
tenho
faces
satélite
desabitado


João Antônio Pereira

QUIS ACREDITAR - Pero Vás

Resultado de imagem para velho no espelho
Imagem retirada do site "Pensador - https://www.pensador.com


QUIS ACREDITAR


Quis acreditar que entre mim e o sonho
não havia qualquer distância
e entreguei-me ao redemoinho
de eu mesmo quando criança.


Minhas mãos voavam alegres
acariciando a vida que chegava,
mas não viam que pairando à volta
havia o tempo que continuava.


Dei-me a uma crença estranha
onde perdia-me de mim mesmo,
pois não vinha em mim a esperança
que sentia quando pequeno.


Fui-me olhar no espelho
e a visão que vi diferia da crença,
ao invés dos olhos de um fedelho
via um olhar velho de desavença.


Minha alma viajava no tempo
mas meu corpo não a acompanhava,
nem meu cérebro, de onde o pensamento
dizia que eu não era o que pensava.


Sinto em mim todas as vidas,
todas as vidas pelas quais passei.
Mas, se em mim permanecem as idas,
não são mais o que agora me sei.


Sou este homem que carrega
tudo o que foi, é e será.
Esta vida que sonha, mas não nega,
todo um presente que deve passar.


Pero Vás

DESPEDIDA - Clarice Almada

Resultado de imagem para despedida


DESPEDIDA

Olhei com olhos tristes
as sombras sobre o meu coração.
Era tão claro e evidente
o que te apontava com a mão.

Meu coração estará parado
por algum tempo sobre a vida,
até que um vento por alguém soprado
venha dar-lhe motivo de ida.

Deixarei os motivos preciosos
que me prenderam a ti
sobre os sonhos numerosos
que sonhei por te “vivir”.

Dou-me ao vento que passa
sem nenhuma direção,
ando com a luz que perpassa
as sombras do meu coração.

Clarice Almada

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Aldravia - Terra

Imagem retirada da Revista Fórum - Edição eletrônica - 04/01/2019
Autor: Juan Doblas/ISA
https://www.revistaforum.com.br/madeireiros-invadem-terra-indigena-arara-no-sudoeste-do-para/



silvo
de
bala
silvícola
na
vala


agro
negócio
agro
tóxico
homo
fóssil


naquele
campo
arrendam-se
terras
covas
rasas

sexta-feira, 12 de abril de 2019

ALDRAVIA - Poesia Minimalista

Resultado de imagem para aldravia exemplos

Fui apresentado a este movimento poético pela poeta e amiga Izabel Teixeira, de Rondônia.
Confesso que o desconhecia, mas fiquei deveras curioso.
Assim, logo, passei a exercitá-lo.
Publico, aqui, meus primeiro versos (ainda um exercício!).
Para saber mais sobre esta técnica de escrita poética, sugiro a leitura da página a seguir, pois é um texto bastante esclarecedor:

https://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/3797797

Então, vamos às falas. São três poemas, sem título. Para entender por que foram assim escritos, reforço a necessidade de ler o texto sugerido no link acima.

noite
escura
fala
clara:
“abre-te
sésamo!”

Vale
de
lágrimas
Minas
vidas
forjadas

foram-se
andorinhas
formigas
amor.
canta

cigarra!


sexta-feira, 20 de maio de 2016

A VOZ DO SILÊNCIO



Esta é minha voz:
                            a voz do silêncio.

Este é o meu silêncio:
                            um silêncio de nuvem.

Esta nuvem que vês
- que vês, mas não ouves
não é como aquela
                             que voa distante
mas uma que envolve
                             e sussurra em tua mente.

Ouve o meu silêncio
            – sente,
olha a minha voz
que faz versos
                            à tua frente.

Não é como a voz do vento
                             que sopra em teu corpo
mas como a da nuvem
                            do silêncio da nuvem
uma voz diferente.

Feita de gestos, movimentos, versos,
de tudo o que chamas silente.

Não um silêncio vazio,
                             como o vazio silêncio do Universo,
mas um silêncio cortante:
                             um silêncio de gente.


João A. Pereira
Plugin Artigos Relacionados para WordPress, Blogger, ...