sábado, 20 de abril de 2013

AMIGOS, AMIGOS; PIADAS À PARTE.



Às vezes, é impossível segurar. É teu melhor amigo. Mas deixou a bola picando na pequena área. E sem goleiro. Pedindo para levar um gol. E tu, sem pensar duas vezes, chuta. Com tudo. GOLAÇO!

Grandes amizades já se desfizeram por causa de uma bola picando na pequena área. Fazer o quê? Agora já era.

Aproveitar a deixa para fazer uma piada sobre alguma coisa que o nosso interlocutor fala, é, muitas vezes, irresistível. Para quem tem a "veia" do gozador, então, nem se fala.

Imagina a cena: tu e teu melhor amigo, num happy hour, curtindo o maior papo:

- E aí, Moisés, como é que tá? Vai pra praia esse findi?
- Não sei, cara. O meu coroa não tá legal. Ele tá pensando em si separá da companhêra dele.
- Ah é, cara? Mas por quê?
- Eles tão sempre brigando, meu. Passam o dia discutindo. Ela diz qui a culpa é minha. Qui eu é qui fico pilhando o coroa contra ela i tals.
- Tu?
- Pois, é. Pra ti vê. Logo eu. Ela dissi qui eles tinham um relacionamento sólido i qui, depois qui eu fui morá com eles, foi tudo por água abacho. Qui eu é qui dividi eles.
- Moisés, Moisés...
(Daqui para a frente é contigo, leitor.)

Essa coisa de tirar uma onda com um amigo, parece, mesmo, irresistível. No meu caso particular, um dos que "habitam" em mim, resolveu tirar uma onda com outro: o Autista Baptista com o Pero Vás. O resultado é que romperam a amizade e não querem nem se olhar. O que eles não se flagram, é que, sendo ambos "partes de mim", ou "expressões antagônicas, porém inseparáveis, de um mesmo EU único e indivisível" (Bah!), a situação criada tornou-se quase impossível de administrar. Vocês não imaginam o que é a baderna dentro desta cabeça!

Qualquer dia perco a paciência e levo o João ao psiquiatra e, daí, eles vão ver o que é bom para tosse.

A coisa começou assim:

PERO, VÁS!

Pero, Vás!

Apesar da chuva,
apesar do frio.
Apesar dos meus apelos!
Tomas a capa,
flexionas os artelhos,
e eu grito:
- Olha a faca!

Pero, Vás!

De caninha e samburá,
pelas mãos dos Orixás,
pelas barbas de Alá.

Pelo amor dos meus filhinhos:
No te vás! No te vás!

Pero, Vás!

Indiferente,
ouvidos moucos,
inconsciente.
Não vês o precipício
que se abre à tua frente.

- Pára! Nem mais um passo!
Que te perdes para sempre!

Pero, Vás!

E te esborrachas docemente...

Autista Baptista

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