segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

PENSAMUITOS 11


domingo, 24 de fevereiro de 2013

ARTE NA PAREDE

Estou começando a dar vida às paredes lá de casa.
Esta será a parede da música. O violão já saiu. Depois virá o pandeiro, o sax, o cavaco, um lampião, a lua.
Outra parede será a da poesia. Ali, vou desenhar algumas caricaturas e escrever versos de poetas que eu gosto.
E noutra, onde fica a janela, na parede abaixo dela, vou desenhar o pentagrama musical com algumas notas, a clave de sol e uns versos de uma música minha da qual gosto muito.
Acho que vai ficar legal!
Mais adiante, conseguir uma mesa tipo de armazém antigo, cadeiras com assentos e encostos de palha, um balcão bacana, e covidar os amigos para umas cervejas, uma cachacinha, um sarau íntimo e uma musiquinha. Que tal?
Alguém topa o convite?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

INFINITO - POESIA



Já despetalei tuas ondas,
rasguei as rendas dos teus sonhos,
e agora? Que queres mais de mim?

O perfume do teu olhar de pedra
naufraga numa tempestade de silêncio,
banhado em azeite do tempo
e guarnecido por folhas de lábios azedos.
Que cinza pode ser mais cinza
que o cinza do esquecimento?
Esquecer os lençóis de maresia,
esquecer as picadas dos sonhos venenosos,
esquecer a chuva de estrelas
que encharcou de luz o chão ressecado
do breu onde nos metemos.

O cedo tornou-se tarde,
o breve, interminável,
e o infinito mostrou-se
surpreendentemente próximo.

Autista Baptista

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

SOBRE A ESPERANÇA



A esperança não é a última que morre: o último que morre é tu, depois que viste morrer toda a esperança.
É uma morte, porém, muito lenta - mas certa. E dói uma barbaridade!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A QUEDA

 Foram encontrados, hoje pela manhã, em um apartamento no centro de Porto Alegre, os destroços de um coração anônimo.
Não foram localizados sobreviventes.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

POESIA DE ANIVERSÁRIO


RÍGIDA MANHÃ
 
Rígida manhã,
de algum azul
e uma dor
bem definida -
descanso para olhos
cansados da noite
desdormida.

Perdidos na fumaça
do cigarro,
uns sonhos sonolentos
sobem e vão
em direção à janela,
e são
arrebatados pelo vento.

Torpor de estar
sempre só:
pastor de ventos,
condutor de nuvens,
contador de estrelas:
rígido torpor -
que aguarda o sol -
janela insone -
coração que não bate:
dor que não dorme.

O pássaro
do desencanto
passa e apanha
um sorriso
passageiro.
Rígida manhã de fevereiro.
Dia dez.
No meu aniversário.
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