domingo, 14 de outubro de 2012

PARA MI VIEJO QUERIDO - POESIA



Aproveitando a passagem do dia da criança, uma poesia em homenagem ao meu pai.

PARA MI VIEJO QUERIDO
 
Cala-te, folha
amarela e quebradiça!
Que até o vento
tem preguiça
de carregar tua alma.
 
Cala-te, memória
rota e esmaecida!
Que nem a história
dá guarida
ao teu insignificante passar.
 
Vai, corpo!
Cumpre tua jornada!
Que aqui não tens mais nada
para fazer nem para deixar.
 
Anda, resto! Caminha!
Dobrou-te, a vida, a espinha
Para que pudesses ver de perto
o caminho onde pisas
transformar-se todo em deserto!
 
Vai, sombra!
Alma ruim!
De ti não ficará,
em mim,
nenhuma sobra.

Até a terra te expulsa do seu leito
e não te dá sequer o direito
de nela repousar.
 
Passa, coleção de Nadas, passa!
Felizmente acaba a tua estada
e vais...
Vais por nada...
Vais para sempre...
Vais para não vires...
Nunca...
Nunca mais!

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