sábado, 28 de abril de 2012

CAMINHO E DESTINO



Vim de não sei onde,
vou pra não sei quando,
estou por não sei quanto,
sou por não sei quem.

O que sou não me define,
onde estou não me contento,
quando vou não me encontro.
Por que vim? Por que vim?

Vim de não sei quando.
Vou pra não sei quem.

Onde, onde
me aguarda quem não sei?

Ente Maldito

ADULTO ESPERANÇA

Adulto Esperança
PARTICIPE

Para doar  R$100,00...Ligue para o meu celular.
Para doar R$500,00...Ligue para o meu fixo.
Para doar R$1000,00...É só me avisar que eu  mesmo vou buscar...
Para doar valores maiores eu busco a qualquer hora, na noite ou na  madrugada  mesmo...

Doações do exterior... não se acanhe, hablo espanhol, je parle français, ich spreche Deutsch, io parlo italiano, ia gavariu pa ruski, I speak english (British and American)....

Ah ! Sim, aceito também Euro e Dolar.  Peso não! Já carrego o meu...

Colabore!!! Faça  um adulto feliz!!!

Não sou mais Criança, mas ainda tenho Esperança...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

ESPERA...

Enquanto imagino a felicidade que sentirei no dia em que você chegar...
 
... para ficar!

Sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor?
Porque se eu me emocionava vendo você,
porque se eu me acordava no meio da noite
só para ver você dormindo...
Meu Deus! Como você me doía vezenquando!

Eu vou esperar por você.
Sentado. Num banco. Bem no meio de uma praça.
Numa tarde cinza de inverno.
E quando você chegar,
os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você!
E a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa,
que eu vou ficar um tempo enorme só olhando você.
Só olhando, olhando, olhando e pensando:
Meu Deus, Ah, Meu Deus! Como você me dói vezenquando!

(Caio Fernando Abreu - do livro "O Ovo Apunhalado")

segunda-feira, 16 de abril de 2012

LABIRINTO DO TEMPO



Durmo cedo,
pois amanhã o dia
será cedo.
Espelho do outro
e do outro e do outro
dia de intenso sossego.

Dia cego que não vê,
dia surdo que não ouve,
dia mudo que não fala,
dia coxo que não anda.
Dia ordinário,
dia primeiro,
dia último.
Múltiplo dos dias divididos
no Rosário dos sentidos
perdidos, deixados, partidos.

Fé dos que não vêem.
Esperança dos que não ouvem.
Clamor dos que não falam.
Marcha dos que não andam.
Minha chaga chama-se Medo.
Por ela, não vejo.
Por ela, não ouço.
Por ela, não falo.
Por ela, não ando.
Por ela, vivo
na manhã-tarde-noite
do redivivo espelho.

Autista Baptista
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