domingo, 2 de outubro de 2011

PLAYING FOR CHANGE

 

A Playing For Change Foundation foi fundada por um grupo de documentaristas americanos que tiveram a idéia de fazer um documentário sobre a "música de raiz" que é tocada nas ruas. Assim, visitaram vários países, tomando contato com músicos de diferentes níveis de expressão, desde aqueles conhecidos apenas pelas pessoas que vivem, frequentam ou passam num determinado local, até outros já consagrados mundialmente.
Desses contatos, em grande parte envolventes, nasceu o Projeto Playing For Change. Sua base é permitir que uma mesma música seja tocada e cantada por vários músicos e vocalistas de diferentes partes do globo, cada um usando o seu instrumento.
O resultado ficou fantástico. A seguir apresento quatro vídeos realizados a partir da execução desse projeto.
É preciso enfatizar, também, que a Playing For Change Foundation não se dedica apenas a promover esses encontros musicais. A Fundação também promove o aprendizado musical para pessoas de várias idades em diversos países. Para isso, ajuda na criação de espaços, aquisição de instrumentos e contratação de professores, além de propor a pedagogia para o aprendizado musical.
Para tantas realizações, conta, basicamente, com o auxílio de voluntários de diversas áreas de atuação, principalmente músicos, doações, que podem ser feitas tanto por pessoas físicas, quanto jurídicas de direito privado ou público, e vendas de produtos com a marca Playing For Change. Têm, inclusive, uma banda, que faz tournês mundias periódicas.
Conforme lê-se em sua "vocação", a Fundação afirma:
"A Playing For Change Foundation (PFCF) dedica-se a criar uma mudança social positiva através da educação musical. Somos movidos pela crença de que a paz e a mudança são possíveis através da linguagem universal da música. Proporcionando às crianças um lugar seguro para aprender, desenvolver-se e expressar-se, PFCF ajuda a fornecer uma alternativa criativa para as lutas que muitas destas crianças enfrentam diariamente.
Os Impactos globais da música são explorados através da interação com outras escolas, alunos, professores e tradições musicais. Nossas escolas de música são projetadas para beneficiar os alunos e as comunidades onde vivem. Cada escola pertence à sua comunidade local. Materiais e mão-de-obra para as construções são de origem local ou fornecidos. Quando possível, os instrumentos são feitos por artesões locais e deles adquiridos, as aulas são ministradas por professores locais e as escolas tornam-se propriedade da comunidade e são administradas por seus membros. Cada comunidade é comprometida com o sucesso de sua escola."
Coisa linda, né?
Enquanto algumas pessoas, líderes em suas "comunidades", tendem a voltar-se para o enfrentamento contra outras pessoas, de outras "comunidades", e para esse confronto usam dos mais diversos meios para destruir, matar, degradar, alardeando que assim o fazem em nome de Deus e da democracia e que seu intuito é fazerem a todos "mais" felizes, levando, por meio da guerra, a paz e a harmonia a todos os povos, outros propõem a alternativa da união pela arte, neste caso a música, e, por meio dela, o desenvolvimento pessoal e, como consequência, o desenvolvimento social. As diferenças, neste contexto, não nos afastam, mas nos complementam. E produzem um resultado de intensa beleza.
Essas iniciativas, porém, são coisas de sonhadores, de pessoas que ficam enchendo a cara em botecos e falando sobre todos e sobre tudo, querendo mudar o mundo com suas idéias etílicas. Nada a ver com as propostas sérias e bem consolidadas de pessoas responsáveis e conectadas com a realidade: elas sabem que o mundo, na verdade, é um "campo de batalha" e não um lugar para ações ingênuas, de baixo impacto e, principalmente, que trazem um resultado praticamente nulo para o mercado. Quanto ao resultado social, bem... até que é relevante. Mas esse, por que organiza a sociedade, tende a dar lucros inexpressivos e, portanto, não vale a pena que seja levado adiante.
Ainda bem que muita gente não vai atrás dessa conversa.
Sinta o mundo, ouça o mundo, veja o mundo, toque o mundo!
Como seria o mundo se fôssemos todos, pelo menos um pouco, utópicos?

STAND BY ME

WAR / NO MORE TROUBLE

ONE LOVE

IMAGINE

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