segunda-feira, 31 de outubro de 2011

NEM EU, NEM TU, NEM AÍ



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

FRASES PARA FICAR BEM (5)



- O Facebook é tão absurdo que, se uma pessoa publicar na sua página "Meu pai acaba de morrer.", logo em seguida aparecerá uma mensagem avisando: "Fulano curtiu isto."

CACHAÇA NA CESTA BÁSICA DOS BRASILEIROS


Programa CQC, quadro CUSTE O QUE CUSTAR

Deputados assinam PEC (Projeto de Emenda Constitucional) (sem lerem o texto na íntegra) que prevê a inclusão de um litro de cachaça como item essencial na cesta básica dos brasileiros.
Não sei nem o que comentar!


sábado, 22 de outubro de 2011

A COPA E AS ROCAS


As rocas já vão fiando
os uniformes para a Copa.
Ou as fantasias,
melhor dizendo,
pois o que se vê
desfilando
é um desfiado
de dividendos.

Ó, meu Brasil amado,
poupa teus filhos da messe
de se acabar por uns trocados
para encher o cofre da CBF.

Enquanto isso, no Sul,
terra de tantas tradições,
um vento vermelho e azul
empurra para longe
a Copa das Confederações!


E FIFA O RIO GRANDE, TCHÊ!!!

sábado, 15 de outubro de 2011

O CARTEIRO E O POETA



Feliz!
Vou tratar de sê-lo.
Fazer concurso para carteiro.
Ou torcer para ter a sorte
de conhecer alguém
que ainda goste
de enivar e receber cartas...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

VANUSA E O UTOPISTA


Desde a terrível interpretação do Hino Nacional, durante evento na Assembléia Legislativa de São Paulo, Vanusa tem sido apontada como descompensada, como a vovózinha do pop nacional que já está mais do que na hora de se aposentar, sair de cena, sumir, calar-se, para que nos esqueçamos de quem ela é e fiquemos somente com a imagem do que foi.
Talvez isso seja verdade. Talvez seja mesmo a hora dela acomodar-se no "Retiro dos Bons Velhinhos", que é o lugar para onde as pessoas são "mandadas" depois que atingem uma idade avançada. Lá, nesse "Retiro", os "bons velhinhos" reconhecem que seu "tempo passou" e conformam-se, quietinhos, de que não devem mais vir a público, pois só iriam dar vexame, pagar micão e o que tinham a acrescentar, já acrescentaram: agora chega, acabou.
Infelizmente, a cultura ocidental moldou-se ao padrão do capital, isto é, o ser humano "vale pelo que produz, enquanto produz". Não podemos confundir, entretanto, esse "produz" com a "produção de valores humanistas, de idéias, de manifestações pessoais de arte ou de pensamento", mas de riqueza. E, também, não é toda riqueza: é somente aquela simbolizada pela riqueza MATERIAL, pelo acúmulo de "bens", para si e para os poucos com quem se convive.
Um parêntese necessário: não sei nem se é apropriado falar em "conviver", pois conviver implica em "vida em comum", "intimidade com outro", e não apenas em "existência em comum", "dois ou mais compartilhando um espaço delimitado". Pela atividade estressante que é amealhar bens materiais em quantidades bem acima do que se necessita, muitas vezes tornamo-nos tão desatentos e afastados daqueles com quem compartilhamos a vida, e voltamo-nos com tanta força para nós, que não conseguimos "conviver" com mais ninguém além de nós. As existências próximas são "toleradas" e tidas como "inevitáveis", e recebem, de nossa parte, significância somente dentro do contexto de serem "propagandistas" do nosso "sucesso", "expositores ambulantes" de nossas "conquistas". Fecha parênteses.
Quando não somos mais "produtivos", tornamo-nos inúteis. Totalmente inúteis. Tão inúteis que nossa experiência de vida sequer interessa para alguém (A não ser que a consigamos transformar num livro, ou num documentário, e que este alcance um grande sucesso de vendas. Aí, sim, estaremos redimidos, seremos novamente apontados como produtivos, e estaremos evitando, pelo menos por algum tempo, sermos enviados, definitivamente, ao "Retiro".).
Não conseguimos passar nosso legado, repartir nosso aprendizado, colaborar para tornar a vida dos que vêm depois mais fácil, melhor. À decrepitude do corpo, juntam a decrepitude da alma. E isso é um grandissíssimo engano.
Esse "exílio" é uma das manifestações mais cruéis a que são submetidos os seres humanos que vivem sob a cultura do capital. E acredito que, conscientes de tal exílio, muitos de nós, aqueles que obtiveram "sucesso" na sua senda de acumular riqueza, escolhem continuar "trabalhando" até que a saúde física não mais os permita prosseguir, pois temem, também esses, que todo o esforço de uma vida seja invalidado e de si, como pessoa, não reste senão a memória dos bens materiais que acumulou, estes, sim, símbolos palpáveis de uma vida que valeu a pena ter existido. A pessoa, no entanto, não consegue agregar o "seu valor humano, indivual, irrepetível, inimitável, único" a esses mesmos símbolos.
Se a herança de uma vida é uma coisa sem vida (casa, carro, dinheiro, jóia,...) então há algo de errado em nosso modo de proceder. Há uma profunda incompreensão do que seja ser "humano" e de como avaliar aquela riqueza "outra", que em todos nós existe, a que chamamos de "sabedoria". Lamentávelmente, o que diz respeito a "humano", ou humanista, é encarado, apenas, como manifestação de um traço de personalidade, sem viabilidade "útil" para os macrointeresses relacionados ao acúmulo de dinheiro e de seus símbolos de ostentação. Às vezes, e isto é absurdo, porém real, a manifestação de tais traços é tida como demonstração de fraqueza, de dúvida, de insegurança, o que não é compatível com o mundo da "competição total", que é este no qual estamos mergulhados atualmente. A consequência disso são indivíduos cada vez mais rabugentos e com uma enorme dificuldade para externalizar o amor que sentem já que este, também, acaba sendo colocado de lado, pois o indivíduo amoroso é antes um "perdulário", muitos mais do que um "concentrador".
O resultado paralelo (o efeito colateral, para usar a linguagem belicosa dos Senhores da Guerra) dessa incompreensão e desse silêncio "amoroso", pode ser observado nos jovens, que são, naturalmente, seres incompletos e com uma imensa necessidade de acompanhamento, de educação, de alguém que lhes transmita a cultura e os valores positivos de sua época, tornando-os aptos a enfrentarem, com o mínimo de "efeito colateral" possível, o difícil processo de  estabelecimento de convivências sadias e benéficas (humanamente benéficas), de acolhimento, de segurança amorosa, quando julgam que, com a internet, com os modelos prontos, empacotados, vendidos pela mídia a preços "acessíveis" e em embalagens "espetaculares", podem dispensar a sabedoria DE VIDA de seus pais ou de quaisquer outras pessoas que estejam na mesma faixa etária destes. Crêem que podem encontrar tudo de que precisam, para que tenham supridas suas carências naturais, nesse mundo "virtual", na "Matrix". E acabam expondo-se a modelos confusos e negativos (que são, em última análise, os padrões culturais atuais), e introjetando esses modelos, que mais os afastam de uma vida social plena do que os conduzem a ela. São cotidianamente seduzidos pelas "maravilhosas recompensas" do ter, e desestimulados quanto ao "ser". Muitas vezes, até, tratados como babacas, otários, se para esse sentido último se voltarem. A Lei de Gérson atravessa os tempos: "O importante é levar vantagem em tudo, cerrrto?". Como alguém poderá, no futuro, valorizar o que sempre lhe foi informado como destituído de valor? Como poderá transmitir, passar adiante, valores que são tidos e alardeados como vazios, sem sentido? Como irá valorizar em si o que não vê ao seu redor como um valor?
É... estes são tempos bicudos! 
Entretanto, se superássemos nossa submissão ao valor das coisas, se ultrapassássemos essa "condena" a que somos, todos, submetidos, inevitavelmente, ou seja, o envio compulsório ao "Retiro dos Bons Velhinhos", tenho certeza de que aproveitaríamos muito melhor nossas vidas - toda ela, DO INÍCIO AO FIM! Não seríamos afastados da convivência amorosa de que tanto necessitamos, POR TODA A VIDA, e seríamos valorizados, com os valores possíveis, aqueles que vamos apreendendo, acrescentando, lapidando, e que encerramos em nossos espíritos a cada etapa da nossa existência.
Somos todos "aproveitáveis", e jamais seremos "descartáveis". A busca cega pela riqueza material, no entanto, não permite que vejamos tal obviedade. E essa busca insana, jamais será sinal de sabedoria, tampouco nos aproximará dela.
Para encerrar, voltemos nossos olhos e orelhas para a pessoa que inspirou este discurso todo: VANUSA.
No player abaixo é exibida uma canção dela, chamada MUDANÇAS.
Vale a pena prestar atenção na letra.




Mudanças
(Vanusa)

Hoje eu vou mudar
Vasculhar minhas gavetas
Jogar fora sentimentos
E ressentimentos tolos.

Fazer limpeza no armário
Retirar traças e teias
E angústias da minha mente
Parar de sofrer
Por coisas tão pequeninas
Deixar de ser menina
Pra ser mulher!

Hoje eu vou mudar
Por na balança a coragem
Me entregar no que acredito
Pra ser o que sou sem medo.

Dançar e cantar por hábito
E não ter cantos escuros
Pra guardar os meus segredos
Parar de dizer:

"Não tenho tempo pra vida
Que grita dentro de mim
Me libertar!"

(DECLAMANDO)

Hoje eu vou mudar
Sair de dentro de mim
E não usar somente o coração
Parar de cobrar os fracassos
Soltar os laços
E prender as amarras da razão!

Voar livre
Com todos os meus defeitos
Pra que eu possa libertar
Os meus direitos
E não cobrar dessa vida
Nem rumos e nem decisões!

Hoje eu preciso
e vou mudar
Dividir no tempo
E somar no vento
Todas as coisas
Que um dia sonhei
conquistar,

Porque sou mulher
Como qualquer uma
Com dúvidas e soluções
Com erros e acertos
Amor e desamor.

Suave como a gaivota
E ferina como a leoa
Tranqüila e pacificadora
Mas ao mesmo tempo
Irreverente e revolucionária!

Feliz e infeliz
Realista e sonhadora
Submissa por condição
Mas independente por opinião,

Porque sou mulher
Com todas as incoerências
Que fazem de nós
Um forte sexo fraco!

(CANTANDO)

Hoje eu vou mudar
Vasculhar minhas gavetas
Jogar fora sentimentos
E ressentimentos tolos.

Fazer limpeza no armário
Retirar traças e teias
E angústias da minha mente
Parar de sofrer
Por coisas tão pequeninas
Deixar de ser menina
Pra ser mulher!

Eu vou mudar!
Eu vou mudar!
Eu vou mudar pra valer!

Eu vou mudar!
Eu vou mudar!
Eu preciso!
Eu preciso mudar!

domingo, 9 de outubro de 2011

NOSSOS COMERCIAIS, POR FAVOR!


Tu, trabalhador, estás cansado de, toda a vez que vais a uma entrevista de emprego, ter de levar uma pasta cheia de certificados que, na maioria das vezes, não são sequer lidos?
É certificado disso, certificado daquilo, certificado daquilo outro, uma montanha de papéis, difícil de organizar.
E ainda há o risco de o entrevistador pedir justamente um certificado que tu ainda não tens.
E aquela promoção, então! Até ontem, tu tinhas que esperar seres jubilado para consegui-la!
Mas, agora, a Ente Maldito DiversiMix Cards criou para ti um produto que mandará essa papelada e essa espera toda para... o lugar que elas merecem: bem longe de ti!

É o CERTIFICARD!

CERTIFICARD é prático!
CERTIFICARD é leve!
CERTIFICARD é instantâneo!

CERTIFICARD é Prático!
Com CERTIFICARD tu podes reunir todos os teus certificados num único cartão. Depois, na entrevista, bastará entregar o teu CERTIFICARD ao entrevistador, ou apresentá-lo ao setor de pessoal da empresa onde trabalhas, e ele será colocado num dispositivo especialmente desenvolvido para esse propósito, acoplado a um computador. Em segundos, todos os teus certificados serão exibidos na tela, com aparência profissional  e lay-out inovador.
Agora, todas as vagas para emprego são tuas!!! Todas as promoções estão a teu alcance! Tá esperando o quê?


CERTIFICARD é Leve!
CERTIFICARD tem o formato de um cartão bancário. Pode ser levado no bolso, na carteira, no bolso lateral da mochila, da bolsa, da capanga.
Já basta o peso que é, na tua vida, estar desempregado! Ou aguardando por aquela tão famosa promessa do chefe de que, em breve, tu serás promovido...
CERTIFICARD não pesa! CERTIFICARD veio para tornar a tua vida mais leve e mais fácil de ser vivida.


CERTIFICARD é Instantâneo!
Com CERTIFICARD tu não precisas sequer frequentar algum curso para obter o certificado de que precisas! Basta ir a qualquer uma de nossas lojas ou quiosques, nos shoppings centers, falar com um de nossos atendentes e, mediante o pagamento de uma módica quantia, sair de lá com um certificado novinho em folha, na hora, É INS-TAN-TÂ-NEO!!!!

Dispomos de milhares de certificações nacionais e internacionais.

Some comigo: 9 anos de ensino fundamental + 3 anos de ensino médio + 1 ano de cursinho + 4 anos de ensino superior + 2 anos de mestrado + 2 anos de doutorado = ??? 
Que é o tempo máximo de espera, em uma de nossas lojas, para adquirir e instalar todos esses certificados no seu cartão CERTIFICARD!
Então? É ou não é um negócio pra lá de vantajoso?


 








Pensas que terminou? Nã-na-ni-nã-não. CERTIFICARD é muito mais do que um simples Cartão de Certificados! CERTIFICARD também é Cartão de Crédito! Isso mesmo, Cartão de Crédito!
E tu, ainda, podes escolher entre CERTIFICARD GHOST e BeORANGE CERTIFICARD, cada um com mais vantagens e facilidades que o outro. São milhares de pontos de venda e de negócios, conveniados.
Tu podes ficar sem emprego mas, com CERTIFICARD, não vais ficar, também, sem crédito!


Vá a uma loja Ente Maldito DiversiMix Cards e adquira, hoje mesmo, o seu CERTIFICARD!
Nunca, antes, na história do trabalho, uma vaga de emprego foi tão rapidamente preenchida; nunca, antes, na história empresarial, uma promoção foi tão rapidamente atingida!
Disponibilizamos, também, os melhores cursos à distância de Entrevistas Para Emprego. Cursos que tu podes fazer no conforto do teu lar e que te deixarão "afiado" para enfrentar qualquer entrevistador.


YES, TU CAN!!!


Com CERTIFICARD, desemprego é coisa dos tempos do vovô!!! E falta de promoção, dos tempos da caverna!!!

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Repita comigo:

EU SOU MAIS CARD!
EU SOU
 CERTIFICARD!

FRASES PARA FICAR BEM (4)


Frase lida no Blog da Propaganda, atribuída a Philip Kotler, que a teria proferido, ou dado a entender ao blogueiro, durante teleconferência ministrada no Fórum HSM de Negociação, em Uberlândia, em 29/09/2011:

- O Marketing 3.0 existe para, além de conquistar a mente e o coração do consumidor, tomar também o seu espírito.

"OS EUA DEVEM CONDUZIR O MUNDO"


á algo de podre no reino da Nova Inglaterra! As declarações de Mitt Romney, pré-candidato pelo partido republicano à presidência dos Estados Unidos, conduzem a um caudal de reflexões que, sem exagero, ultrapassam o exagero. O que e quanto se poderia pensar a partir destas afirmações: "Deus não criou este país para que fosse uma nação de seguidores. Os Estados Unidos não estão destinados a ser um dos vários poderes globais em equilíbrio.",  "Os Estados Unidos devem conduzir o mundo, ou outros o farão.", "...nunca, jamais, pedirei perdão em nome dos Estados Unidos". Então? É pouco ou quer mais? Quer mais?! Então, toma: "Deixem-me ser claro: como presidente dos Estados Unidos, eu me dedicarei a um século americano.". Não tonteou ainda? Ah, é? Então, vamos ver se tu segura essa: o planeta "seria um lugar mais perigoso" se Washington não tivesse um papel de liderança.

Mazááááá!!!....

 As frases acima foram ditas durante um discurso que Romney fez, na última sexta-feira, dia 07/10/2011, na Carolina do Sul, quando buscava "fortalecer suas credenciais como potencial comandante-em-chefe das Forças Armadas, no momento em que as pesquisas o colocam em primeiro lugar nas intenções de voto entre os pré-candidatos republicanos e em forte disputa com Obama para a eleição de novembro de 2012." (Veja, edição on-line de 07/10/2011, às 15h12, Internacional, matéria assinada por Richard Ellis, "Mitt Romney diz que Deus quer que EUA comandem o mundo").
 Algumas contextualizações são necessárias antes que iniciemos nossas reflexões: o discurso foi feito por ocasião da "comemoração" dos dez anos de intervenção americana no Afeganistão e foi proferido para uma platéia composta, basicamente, por cadetes do colégio militar Citadel, da Carolina do Sul; o discurso dizia respeito ao programa de política externa do candidato. (Olha as coisas que esses caras comemoram: "aniversário" da invasão do Afeganistão!!! É de "matar", literalmente. Há alguns anos, não lembro se no governo de W.C. pai ou W.C. filho, foi publicado um selo comemorativo ao lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima!!! O caso gerou uma polêmica mundial tão grande que o selo teve que ser retirado de circulação imediatamente. Sobrou o ato... E o que existe por trás da intenção do ato... Que não conseguiu ser retirado de circulação... Como bem o testemunhamos até os dias de hoje.). Bem, mas andiemo, andiemo.
Por onde cameçamos? Talvez pelo início, por: Deus! - "Deus não criou este país para que fosse uma nação de seguidores". Tchê, isso dá medo. O camarada coloca como origem daquele amontoado de gente, a vontade divina, a vontade de Deus. Cara, isso é doentio. Por favor, pare para refletir um pouco, pense no que esse cidadão está dizendo e procure captar as várias implicações que vêm ANTES de ele dizer o que disse: a crença de que o país em que ele habita tem uma missão. E que essa missão lhe foi confiada pelo próprio criador! Se isso não é a expressão de um fundamentalismo histérico, não sei como classificar essa idiosincrasia. E a coisa é tão louca, que ele diz: o país, a nação!
A noção de país, de nação, é um conceito tão abstrato que é difícil, inclusive, definir o que sejam um país ou uma nação, senão pelos seus limites territoriais, físicos, já que por intercorrespondências seria quase impossível, tantas são as diversidades culturais que antes nos diferenciam, mais do que nos aproximam e nos caracterizam como "país" ou "nação".
Relativo seria um adjetivo, talvez, mais apropriado para quando precisamos nos referir a um grupo de pessoas como representantes de um "país". E o pior é que Deus, que é uma abstração de todo o Ocidente, em sua inquestionável sabedoria, teria eleito os Estados Unidos para comandarem o mundo! E isso "antes que outros o façam!"... Que "outros"? Crentes do mesmo Deus ou infiéis? Será que nós, o "Brasil", estamos incluídos nesse "outros"?
Eu gostaria de ficar divagando mais e mais e mais e mais, pois combustível para seguir adiante essas curtas frases fornecem bastante. Porém, vou parar por aqui, deixando no ar apenas a provocação. Continua, tu, leitor. Leva adiante essa nau endoidecida da tentativa de explicar a loucura alheia e a perplexidade que isso causa a todos: de estar diante de um tipo de loucura que não é apenas mera expressão de uma auto-imagem distorcida, irreal, mas a intenção de impor a todos os outros (e neste "outros" incluo a nós) essa imagem, quer queiramos ou não!
"Cuidado!" é a melhor recomendação que podemos dar a cada cidadão do mundo, hoje. Há algumas pessoas, lá fora, que pensam que Deus confiou-lhes o mundo para que tomassem conta. Com vistas a quê? Elas não sabem. Ninguém sabe. Mas estão dispostas a matar, mesmo pelo que não sabem. "Cuidado!"

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

ATÉ LOGO, STEVE - HOMENAGEM





BRASILEIRO É QUE SABE FAZER HUMOR!!!

Há poucos dias, o comediante Rafinha Bastos foi duramente criticado por vários veículos da imprensa brazuca devido ao "baixo nível" dos comentários "humorísticos" que externaliza. Usando a crítica ao comediante como âncora, muitos comentaristas aproveitaram para enfatizar que o humor brasileiro tem se apoiado, para existir, em preconceitos de toda ordem, em xingamentos despropositados, em situações vexatórias de terceiros e assim por diante.
Na semana que passou, o cantor Bruno, da dupla Bruno e Marrone, em apresentação nos Estados Unidos, no dia 29 de setembro, resolveu também mostrar seu talento humorístico. Como bom brasileiro que é, fez os seguintes comentários para uma platéia, aparentemente, em sua maioria composta por "brasileiras":




Bem, eu não vou comentar. Cada um que assistir o vídeo que tire sua própria conclusão.
Eu ainda não consegui rir da "piada". Talvez venha a ser o último, o que rirá melhor. Tenho uma dificuldade imensa para entender frases de "duplo sentido", como as ditas pelo engraçadíssimo Bruno. Fazer o quê? Cada um que conviva com as limitações cognitivas com que a natureza o agraciou, não é mesmo?

Quem achou engraçado levanta a mão!


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

STEVE JOBS - 1955 / 2011



Faleceu hoje, aos 56 anos, Steve Jobs, o mago visionário dos computadores, fundador da Apple, após uma longa luta contra o câncer. O acontecimento foi anunciado pela Apple, em seu site oficial, cuja página inicial, inclusive, foi modificada para exibir uma mensagem de pesar.
Nascido em San Francisco no dia 24 de fevereiro de 1955, Steve Jobs enfrentava problemas de saúde há vários anos. Em 2004, teve identificada uma forma rara de câncer de pâncreas, e realizou transplante de fígado em 2009.
No dia 24 de agosto passado, visivelmente abatido pela doença, Jobs anunciou sua demissão do cargo de diretor-geral da Apple, entregue ao então número dois do grupo de informática, Tim Cook.
Jobs fundou a Apple em 1976, aos 21 anos, junto com Steve Wozniak, na garagem da casa de seus pais.
Sob seu comando, a empresa introduziu os primeiros computadores Apple e, mais tarde, o Macintosh, que ficou muito popular na década de 1980.
Entre as inúmeras inovações da Apple está o "mouse", criado para facilitar aos usuários a ativação de programas e a abertura de arquivos.
Casado em 1991, em uma cerimônia presidida por um monge budista, Jobs deixa três filhos com a esposa, e uma filha com uma mulher que conheceu antes do matrimônio.

GURI DE URUGUAIANA - CANTO ALEGRETENSE

O "Canto Alegretense", composição de Neto Fagundes, é uma das músicas mais tocadas, ouvidas e gostadas no Rio Grande do Sul. Mas, também, é uma das mais visadas para se fazer pilhéria.
Nesta sessão, o Guri de Uruguaiana apresenta algumas "variantes" para a música.


VERSÃO JUSTIN BIEBER


VERSÃO BANDINHA ALEMÃ DE SANTA CRUZ DO SUL


VERSÃO "SEM LENÇO E SEM DOCUMENTO"


VERSÃO WANDO


VERSÃO "TEARS IN HEAVEN"


VERSÃO AMY WINEHOUSE


VERSÃO VICTOR & LÉO - BORBOLETAS
VERSÃO EAGLE - HOTEL CALIFÓRNIA (DA CANÇÃO NATIVA)

domingo, 2 de outubro de 2011

PLAYING FOR CHANGE

 

A Playing For Change Foundation foi fundada por um grupo de documentaristas americanos que tiveram a idéia de fazer um documentário sobre a "música de raiz" que é tocada nas ruas. Assim, visitaram vários países, tomando contato com músicos de diferentes níveis de expressão, desde aqueles conhecidos apenas pelas pessoas que vivem, frequentam ou passam num determinado local, até outros já consagrados mundialmente.
Desses contatos, em grande parte envolventes, nasceu o Projeto Playing For Change. Sua base é permitir que uma mesma música seja tocada e cantada por vários músicos e vocalistas de diferentes partes do globo, cada um usando o seu instrumento.
O resultado ficou fantástico. A seguir apresento quatro vídeos realizados a partir da execução desse projeto.
É preciso enfatizar, também, que a Playing For Change Foundation não se dedica apenas a promover esses encontros musicais. A Fundação também promove o aprendizado musical para pessoas de várias idades em diversos países. Para isso, ajuda na criação de espaços, aquisição de instrumentos e contratação de professores, além de propor a pedagogia para o aprendizado musical.
Para tantas realizações, conta, basicamente, com o auxílio de voluntários de diversas áreas de atuação, principalmente músicos, doações, que podem ser feitas tanto por pessoas físicas, quanto jurídicas de direito privado ou público, e vendas de produtos com a marca Playing For Change. Têm, inclusive, uma banda, que faz tournês mundias periódicas.
Conforme lê-se em sua "vocação", a Fundação afirma:
"A Playing For Change Foundation (PFCF) dedica-se a criar uma mudança social positiva através da educação musical. Somos movidos pela crença de que a paz e a mudança são possíveis através da linguagem universal da música. Proporcionando às crianças um lugar seguro para aprender, desenvolver-se e expressar-se, PFCF ajuda a fornecer uma alternativa criativa para as lutas que muitas destas crianças enfrentam diariamente.
Os Impactos globais da música são explorados através da interação com outras escolas, alunos, professores e tradições musicais. Nossas escolas de música são projetadas para beneficiar os alunos e as comunidades onde vivem. Cada escola pertence à sua comunidade local. Materiais e mão-de-obra para as construções são de origem local ou fornecidos. Quando possível, os instrumentos são feitos por artesões locais e deles adquiridos, as aulas são ministradas por professores locais e as escolas tornam-se propriedade da comunidade e são administradas por seus membros. Cada comunidade é comprometida com o sucesso de sua escola."
Coisa linda, né?
Enquanto algumas pessoas, líderes em suas "comunidades", tendem a voltar-se para o enfrentamento contra outras pessoas, de outras "comunidades", e para esse confronto usam dos mais diversos meios para destruir, matar, degradar, alardeando que assim o fazem em nome de Deus e da democracia e que seu intuito é fazerem a todos "mais" felizes, levando, por meio da guerra, a paz e a harmonia a todos os povos, outros propõem a alternativa da união pela arte, neste caso a música, e, por meio dela, o desenvolvimento pessoal e, como consequência, o desenvolvimento social. As diferenças, neste contexto, não nos afastam, mas nos complementam. E produzem um resultado de intensa beleza.
Essas iniciativas, porém, são coisas de sonhadores, de pessoas que ficam enchendo a cara em botecos e falando sobre todos e sobre tudo, querendo mudar o mundo com suas idéias etílicas. Nada a ver com as propostas sérias e bem consolidadas de pessoas responsáveis e conectadas com a realidade: elas sabem que o mundo, na verdade, é um "campo de batalha" e não um lugar para ações ingênuas, de baixo impacto e, principalmente, que trazem um resultado praticamente nulo para o mercado. Quanto ao resultado social, bem... até que é relevante. Mas esse, por que organiza a sociedade, tende a dar lucros inexpressivos e, portanto, não vale a pena que seja levado adiante.
Ainda bem que muita gente não vai atrás dessa conversa.
Sinta o mundo, ouça o mundo, veja o mundo, toque o mundo!
Como seria o mundo se fôssemos todos, pelo menos um pouco, utópicos?

STAND BY ME

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