segunda-feira, 12 de setembro de 2011

RBS DÁ A LARGADA PARA O "JOGO" DA SUCESSÃO


Pois, é. Sempre ela, sempre essa "empresa de comunicação".
Na sua edição dominical (11/09/2011) a RBS deu a largada para o "jogo" da sucessão municipal na capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Talvez por impaciência diante da indecisão dos jogadores, que parecem em estado de letargia (ou de irritante espera, melhor dito), a "empresa de comunicação" resolveu publicar uma "pesquisa" de intenção de voto para a eleição majoritária de 2012.
Abrangendo vários "cenários" possíveis, contratou o IBOPE para que perguntasse às pessoas como se posicionariam diante de cada um deles. De quebra, solicitou também que perguntassem, a partir de uma lista previamente elaborada, que os entrevistados escolhessem, dentre os itens oferecidos, aqueles que consideravam que deveriam merecer atenção maior por parte do futuro administrador municipal.
Indo além, solicitou pesquisa de avaliação do governo atual, representado pela pessoa do senhor José Fortunati.
Acho que os judeus da mega corporação empresarial da Azenha estão profundamente preocupados com a inércia dos partidos, que não definem alianças e muito menos apontam candidatos, o que lhes deixa "angustiados" com o porvir.
A RBS, atualmente, "participa" ativamente do governo municipal. Claro que não abertamente. Secretarias como Cultura, Governança e a Coordenação de Comunicação do Gabinete do Prefeito são testemunhas constantes de suas "investidas". Por isso, talvez estejam tentando pressionar os partidos a darem pistas de suas intenções para que posasm planejar o seu próprio cenário de atuação futura. Uma pergunta que pode estar aflorando nas mentes errebeessianas: "Será que poderemos continuar a dispor dos espaços públicos do município para fazermos nossas divulgações e  festinhas?".
Para aqueles que não são de Porto Alegre e pouco sabem do que aqui acontece, no intuito de apenas dar-lhes uma leve idéia de como a empresa "atua" junto à municipalidade, lembro que em 2007, de setembro a novembro daquele ano, o Espaço Cultural Usina do Gasômetro recebeu a exposição No Ar, 50 Anos de Vida, alusiva aos 50 anos de atuação do grupo no estado. A Usina do Gasômetro, prédio tombado pelo município de Porto Alegre, pelo Estado do Rio Grande do Sul e pela União, foi totalmente "adaptada" para receber a dita exposição. Janelas foram tapadas com cortinas ou adesivos especiais, tapumes foram colocados em dois andares do prédio para delimitar o espaço e criar o ambiente necessário para as peças que eram apresentadas e seguranças particulares controlavam a circulação de pessoas. Enfim, a RBS "se abancou" na Usina.
Na inauguração da exposição, estiveram presentes figuras ilustres como a atual presidenta Dilma Rousseff, na época ministra-chefe da Casa Civil, representando o então presidente Lula, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Fraklin Martins, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, a então governadora do estado, Yeda Crusius, o então prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, além de muitas outras "autoridades" e representantes de vários setores da sociedade, inclusive do judiciário e do ministério público.
O que essas "autoridades e figuras ilustres e destacadas da sociedade", todas, não viram? Ou não lembraram? Ou fizeram que não viram? Ou fizeram que não lembraram? Que aquele prédio onde estavam, por ser um patrimônio público tombado, não poderia ter seu ambiente alterado daquela maneira. Que bens público tombados "devem" deixar à mostra todos os seus detalhes e nada pode ser erguido ou alterado de forma que resulte em prejuízo à essa visão. Que a circulação num bem público tombado não pode ser restringida a não ser pelo interesse do órgão público responsável pela sua conservação e administração, ou para a segurança dos visitantes. Ninguém lembrou. Ninguém viu. Ninguém cogitou. Talvez por causa dos discursos, ou dos canapés, ou do espumante. Não sei... não sei. Só que tudo isso é ridículo.
Porém, ridículo mesmo foi um dos tais Natal na Usina, quando criaram um espaço VIP, cercado, com seguranças, só para "convidados ilustres", com comidinhas e bebidinhas e acesso privilegiado aos artistas que se apresentariam nos vários shows da noite. Cara, aquilo, sim, foi o cúmulo do ridículo! Mas, enfim...
Então é assim que essa "empresa de comunicação" atua, sabe-se lá com que argumentos (a la Chateubriand, talvez - para aqueles que não leram, sugiro: Chatô, o Rei do Brasil, de Fernando Morais), junto aos "donos" do poder.
No entanto, aqui no estado e, mais particularmente, em Porto Alegre, enfrentam forte resistência de alguns grupos políticos. Por isso, talvez já antevendo que alguns desses "aventureiros" possam chegar ao poder novamente, por meio do voto, o que lhes traria grande prejuízo para continuar a ter à sua disposição os espaços públicos municipais para a divulgação gratuita da sua marca, decidiram dar início à "corrida eleitoral", já tentando influenciar votantes e votados, ou seja, com um olho no peixe e outro no gato.
Como vão posicionar-se? Não sei. Não tenho nem como saber. Mas tenho como perceber, pois não sou cego e muito menos burro. Aprendi a ler nas entrelinhas, mesmo quando estas são bastante apertadas, como as entrelinhas de um jornal.
Vamos aguardar para ver como será a reação dos "jogadores" diante da provocação. Temos muito tempo, ainda.

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