sábado, 3 de setembro de 2011

A DOENÇA DA SOLIDÃO

Eu gosto de ler. E no desespero de ter algo para ler, todos os dias, leio até jornal, esse exemplo descarado e desmascarante de nossa falta de bom senso e tendência irrestível para a fofoca.
Às vezes, porém, colhe-se, nessas desaconselháveis, mas inevitáveis, leituras, algum texto que nos surpreende, se não no todo, pelo menos em parte, ou num trecho. De repente, surge diante de nossos olhos e de nossa alma desavisada algo arrebatador, que faz valer o esforço daquela leitura. Foi o que aconteceu comigo, hoje.
Estava lendo o jornal Zero Hora, edição de sábado, de 3 de setembro de 2011, mais especificamente o Caderno Vida, quando deparei-me com um artigo escrito por JOSÉ J. CAMARGO, professor universitário e membro da Academia Nacional de Medicina. O título do artigo do professor é: Solidão, essa doença. Referir-se à solidão como uma doença bastou para fazer-me dedicar uma atenção especial ao texto, com uma certa predeterminação ao acolhimento.
O texto narra uma experiência de consultório, acontecida em uma clínica de dor, em Madri, Espanha, onde o tema "solidão" acaba tornando-se o núcleo de uma pesquisa, mesmo que os pesquisadores não estivessem preparados para o seu aparecimento - e sequer a levassem em conta.
No decorrer do texto, já ao seu final, deparei-me com estas afirmações que me tiraram o fôlego e forneceram-me assunto para refletir sobre por, pelo menos, meus próximos anos de existência neste plano. Escreveu o professor José:
"Quem trabalha com transplante, por exemplo, descobre no convívio com o desespero levado ao limite, que a disposição para lutar pela vida depende de uma equação simples: amor para dar/amor para receber.
Os ricos de afeto ultrapassam todas as estimativas de sobrevida porque lhes encanta viver. Por outro lado, é triste flagar o desinteresse com que os mal amados encaram a perspectiva de batalhar por uma vida que lhes negou a generosa cumplicidade do amor compartilhado.
Certo estava quem escreveu que a maior tragédia do homem é o que morre por dentro dele, enquanto ele ainda está vivo."


Então, eu concluo:
Parabéns aos bem-amados! Parabéns aos bem-amantes! Antes não fôsse possível fazer tal distinção, por sermos todos pessoas que bem amam e, por consequência, somos bem amadas. Infelizmente, essa não é a nossa realidade.

Quem estiver de bem com o amor, aí, dê um passo à frente!
E siga adiante!!! Viver é mágico! Pelo menos deveria ser. Para todos.

Um comentário:

  1. Oi,João!Muito me fez e fará refletir também.Viver é mágico e sentimos intensamente essa magia quando estamos com o único amor da nossa existência,pois nos sentimos vivos de verdade por dentro e por fora.Te amo!

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