sexta-feira, 30 de setembro de 2011

TODDYNHO "TACA FOGO" NA MENINADA!!!


Para todos os que são pais, ou cuidadores, em Porto Alegre, a notícia trouxe muita preocupação.
Saiu na imprensa local. Eu peguei do site Espaço Vital, edição de 30/09/2011:

"
O achocolatado Toddynho, fabricado pela Pepsico Ltda, pode ter causado, anteontem (28) e ontem (29),  lesões em pelo menos quatro consumidores da Região Metropolitana de Porto Alegre. Os casos foram relatados por moradores de Canoas, São Leopoldo e Porto Alegre.

O primeiro caso ocorreu na zona sul da Capital, uma menina de 10 anos foi levada ao Hospital de Pronto Socorro depois que sentiu uma forte ardência na boca e na garganta ao beber o produto. A garota foi medicada e retornou para casa 24 horas depois.

Diante das reclamações, fiscais da Vigilância Sanitária começaram o recolhimento do achocolatado em caixinha nas três cidades onde ocorridos os casos. Como precaução, a medida será ampliada para todo o Estado do RS.

Segundo a responsável pelo setor de alimentos da Divisão de Vigilância Sanitária do Estado, Susete Lobo Saar de Almeida, "uma análise laboratorial prévia do produto constatou alterações no pH da bebida".

Ela admitiu que o fenômeno provoca uma sensação "semelhante à soda cáustica, mas ainda não podemos dizer o que é exatamente, podendo ser, inclusive, algum produto de limpeza".

A Vigilância Sanitária Estadual constatou ontem a alteração no pH em unidades de 200 ml, de dois lotes com data de validade 19 de fevereiro de 2012, mas vai recolher todo o produto por cautela.

Informações sobre casos de intoxicação devem ser comunicados à Vigilância Sanitária pelo fone 150.
A Pepsico é uma empresa muito conhecida dos brasileiros com marcas líderes de mercado como Elma Chips, Quaker (cereais), Toddy e Toddynho (achocolatados), Coqueiro (pescados), Gatorade (bebida esportiva), Lipton (chá pronto, em parceria com a Unilever), Kero Coco e Trop Coco (água de coco), H2OH! e Pepsi-Cola (bebidas com gás).

No Brasil, a Pepsico conta com 15 plantas industriais em todo o território nacional, quase 100 filiais de vendas e com o trabalho de nove mil funcionários.

Contraponto

Leia a nota divulgada pela Pepsico:

"A Pepsico, detentora da marca Toddynho, esclarece que tomou conhecimento de alteração na qualidade de cerca de 80 unidades de 200ml de Toddynho Original, comercializadas na região metropolitana de Porto Alegre.

A empresa imediatamente tomou as ações cabíveis para retirar estas unidades de circulação e conta com uma equipe de profissionais mobilizada para dar informações aos consumidores, pelo telefone 0800 703 2222.

Os produtos são do lote com numeração de L4 32 05:30 a 06:30, todos com validade de 19/02/2012.

A Pepsico mantém profundo respeito com seus consumidores nos seus mais de 50 anos de atuação no Brasil. A empresa pauta suas ações pela ética e transparência e segue rigoroso controle de qualidade para produção de todas as suas marcas".

Caso anterior com 16.200 unidades

Em março de 2007, foram retiradas do mercado, no Rio de Janeiro, 16.200 mil unidades dos produtos da linha Toddynho com T-Nutre, lançada no segundo semestre do ano anterior.

Na época, segundo a Pepsico do Brasil, fabricante da linha, a razão para a retirada foi "um problema na fórmula, que alterou o gosto da bebida". Apesar disso, a assessoria de imprensa da companhia garantiu que "o consumo do Toddynho alterado não faz mal à saúde".

Foram, no dia 9 de março de 2007, recolhidos das prateleiras os seguintes produtos: Toddynho Chocolate, Toddynho Fit e os sabores Brigadeiro e Napolitano.

Na época, as unidades de Toddynho Soja com T-Nutre, Toddynho Cremoso e Toddynho Bolinho, assim como Toddy Pronto (200 ml e 1 litro), não fizeram parte do recall.
"
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 O grande perigo deste acontecimento reside no fato de que a meninada adora esse produto. Mesmo que a empresa diga que o fato se deu com apenas algumas unidades de dois lotes, o que me preocupa não é a quantidade de produtos afetados, mas o que os afetou. Infelizmente, meu filho vai ficar um bom tempo sem tomar esse achocolatado. Não sei se dá para confiar nessa empresa. A pressa em ganhar muito dinheiro muitas vezes é o que causa esse descaso com o que se produz. É bom ficar alerta.
Quando tu fores ao supermercado, e estiveres passando pela prateleira de achocolatados, acompanhado de uma criança, lembre-se: um olho nela e outro na prateleira. Qualquer vacilo, corte sua mão, se for preciso, arranque seu braço, derrube-a com um direto no queixo, mas não a deixe consumir Toddynho**. Pelo menos por enquanto.

** Não esqueça de pedir desculpas, depois. E explique sua atitude. Crianças não entendem muito bem os gestos impulsivos e abstratos dos adultos.

PLANO NACIONAL DE CULTURA - CONSULTA PÚBLICA

Esta matéria copiei ipsis literis do site do Ministério da Cultura. Acredito que é de interesse de todos aqueles preocupados com o (ou falta de) apoio governamental à atividade cultural local. Eis uma grande oportunidade de pôr-se a par do que está rolando e de pensar e oferecer sugestões de estratégias de atuação local, integradas ao plano nacional, para a inserção do artista no desenvolvimento da sociedade.
Artista, no meu entender, não é só para dar espetáculo e receber aplausos e cachê, mas também para desenvolver trabalhos criativos e sensibilizadores para dar à sociedade em que vive alguma perspectiva de melhora. 
Não só com grana, mas também com ações, mudaremos o mundo. Então vamos parar de reclamar da falta de recursos e vamos tentar influenciar, da maneira como nos é oportunizado fazer, na "receita" desse bolo. 
Vamos por as manguinhas de fora, pessoal!!!
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Plano Nacional de Cultura entrou em consulta pública

21/09/2011 - 16h38
Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Ministério da Cultura abriu para consulta pública hoje (21) a primeira versão do Plano Nacional de Cultura. A consulta ficará a disposição até 20 de outubro e as pessoas podem fazer as sugestões pelo site do ministério. O texto preliminar reúne 275 ações agrupadas em 48 metas, em 36 áreas estratégicas que devem ser atingidas em dez anos.
Há ações ligadas ao reconhecimento e à promoção da diversidade cultural; ampliação e qualificação de espaços culturais; participação social; ao desenvolvimento sustentável da cultura; aos ao mecanismos de fomento e financiamento da cultura; às políticas setoriais de cultura e ações ligadas à educação e à produção do conhecimento.
O anúncio da consulta foi feito pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, durante a reunião do Conselho Nacional de Política Cultural. Na reunião, ela destacou as ações do plano ligadas à educação.
“As disciplinas que são passadas no ensino escolar dão a base. Nós pensamos a educação de uma forma mais completa, da qual a cultura também tem de fazer parte. A cultura e a educação trabalhando juntas, contribuem com a formação da personalidade do jovem, da sua capacidade de reflexão e de crítica”, disse a ministra.
Ente as ações ligadas à educação estão a inserção da disciplina de artes em todas as escolas públicas de ensino básico; a contração de 10 mil professores de arte nas escolas públicas e o desenvolvimento de atividades extracurriculares de artes e de cultura em 50 mil escolas de educação básica.
Há ainda ações voltadas para o aumento de cursos técnicos habilitados pelo Ministério da Educação no campo da arte e da cultura e o aumento de vagas de graduação e de pós-graduação no campo das artes e da cultura.
A ministra disse ainda que há uma demanda do Ministério da Educação para que haja uma maior integração entre o Programa Mais Escola e o Programa Mais Cultura. Segundo a ministra, a ideia é para que os alunos que fazem parte do Mais Escola possam ter acesso aos pontos de Cultura.
“É nos pontos de Cultura que se pode desenvolver a cultura de um local e é preciso ao aluno conhecer a produção cultural da sua comunidade”, disse a ministra.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, que também participou da reunião, disse que com o alinhamento dos dois programas seria possível ampliar as duas ações e assim “a criança poderia usar os pontos de Cultura. Há aqueles [pontos de Cultura] em que a interface com a escola é natural”.
O Programa Mais Educação permite a ampliação do horário da escolar para que sejam inseridas atividades culturais, de esportes, saúde entre outras na grade escolar. O Programa Mais Cultura tem entre as suas ações a criação de pontos de Cultura em diversas cidades.
 

Edição: Rivadavia Severo

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

FRASES PARA FICAR BEM (3)


Uma frase formada por duas, que são complementares e dão MUITO o que pensar.


- Mulheres reais não são perfeitas. Mulheres perfeitas não são reais.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

MAURO, MAURO, QUE PROCESSOS TE INSTAURO?...


Esta notícia é QUASE inacreditável. O vereador de Porto Alegre, Mauro Zacher, lider da bancada do PDT na Câmara de Vereadores, entrou na justiça pedindo que a Google Brasil bloqueie o seu nome nos resultados de pesquisas realizadas na página de busca da empresa. Segundo o requerente, os resultados trariam notícias supostamente falsas ou tendenciosas, o que estaria provocando danos à sua honra.
Em 13 de setembro, a juíza Anaísa Accorsi Peruffo, da 1ª Vara Cível do Foro Regional 4º Distrito de Porto Alegre, negou provimento ao pedido do vereador. Dentre as razões para a negativa do pedido, a magistrada ressaltou que "Ainda que as informações exibidas fossem efetivamente bloqueadas, o acesso poderia ser facilmente realizado por meio de outros sites de busca" e que "A liberdade de expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença, é direito constitucionalmente garantido, inclusive com status de cláusula pétrea (artigo 5º, IX, da CF). Nessa condição, desde que obedecidos critérios de razoabilidade, é inviável que se impeça o acesso às manifestações do pensamento, sob pena de violação ao que preceitua o artigo 220, § 2º, da CF ("é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística"), acrescentando-se, aqui, ser o requerente pessoa pública, em exercício de cargo político, fato que, por si só, desperta maior interesse da população a respeito de sua vida pública e privada." 

Vereador Mauro Zacher (PDT)


Espanta, amaldiçoado leitor, a atitude do laborioso edil? Se comparada a outras tantas que temos acompanhado pelos veículos de comunicação, sejam nacionais, sejam regionais, penso que não. Entretanto, paira no ar a dúvida: o que teria levado o vereador Mauro Zacher a fazer tal solicitação? Vamos conjecturar, vamos conjecturar: terá sido por que, quando se faz uma busca no google pelo seu nome, aparecem links para páginas que noticiam que ele consta como réu em um inquérito que apura supostas irregularidades do ProJovem (Programa Nacional de Inclusão de Jovens) da Prefeitura de Porto Alegre? Ou por que também aparece relacionado com acusações da CPI da Juventude, instaurada pela Câmara de Vereadores da capital? Ou, ainda, por que figura como réu numa ação monitória - no valor de R$ 124.365,15 - que tem como autora a UBEA - Pontifícia Universidade Católica do RS, onde a entidade questiona um suposto débito acumulado quando Zacher foi estudante do curso de Ciências Econômicas? À época, ele também foi presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da universidade. Citado, Zacher ofereceu embargos à ação monitória (Proc. nº 11002634726). Hmmmm... Pensemos, pensemos....
Há, também, outra notícia escabrosa, na minha opinião, que surge quando fazemos uma pesquisa usando o nome do vereador: Chefe de gabinete do vereador Mauro Zacher, Rafael Fleck está agindo contra a lei: O atual chefe de gabinete do vereador Mauro Zacher, Rafael Fleck, está agindo contra a lei. Não obstante, ele exerce esta função de chefe de gabinete de um parlamentar e simultaneamente atua como advogado do DCE da PUCRS, inclusive durante o horário de expediente, o que é proibido por lei.
Mauro, Mauro, que processos te instauro?
Bem, a título de prestar maiores esclarecimentos à comundade do Ente Maldito, publico a íntegra da decisão que negou o pedido do vereador.

(Proc. nº 11102493865)


"Trata-se de ação cominatória, por meio da qual pretende o autor lhe seja deferida medida liminar, a fim de determinar à ré que bloqueie o acesso dos usuários aos resultados obtidos através da busca de seu nome no sistema de pesquisas. Relata, nesse sentido, ser vereador na cidade de Porto Alegre, razão pela qual a compilação de dados mantida pela requerida vem causando danos à sua honra, ante a divulgação de informações desabonatórias e notícias supostamente falsas e/ou tendenciosas a seu respeito.

A concessão da tutela pretendida perpassa pela análise dos vetores insculpidos no artigo 273 do CPC, a saber, verossimilhança das alegações e perigo de dano irreparável ou de difícil reparação. Tais requisitos, todavia, não se verificam presentes no caso concreto, consoante motivos que passo a expor.

Inicialmente, merece registro que a medida pretendida é inócua em termos práticos, haja vista que, ainda que as informações exibidas fossem efetivamente bloqueadas, o acesso poderia ser facilmente realizado por meio de outros saites de busca, tais como Yahoo, Cadê e afins (afinal, a ré, embora mais conhecida, não detém o monopólio das buscas), ou, ainda, diretamente nos endereços eletrônicos em que as notícias foram originariamente divulgadas.

De qualquer forma, independentemente dessa constatação, não se verificam fundamentos suficientemente contundentes para impedir a divulgação de dados vinculados ao autor.

No ponto, não restou comprovada, ainda que em caráter perfunctório, a suposta ofensa aos direitos da personalidade do demandante. Em primeiro lugar, não se conhece o inteiro teor das notícias relacionadas na listagem de fls. 11 a 13, porque o conteúdo integral dos links ali discriminados não instruiu a inicial. E de toda forma, embora exista menção ao suposto envolvimento do autor com transações ditas irregulares, alegadamente vinculadas ao DCE da PUCRS, isso, por si só, não é suficiente à concessão liminar pretendida.

A liberdade de expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença, é direito constitucionalmente garantido, inclusive com status de cláusula pétrea (artigo 5º, IX, da CF).

Nessa condição, desde que obedecidos critérios de razoabilidade, é inviável que se impeça o acesso às manifestações do pensamento, sob pena de violação ao que preceitua o artigo 220, § 2º, da CF ("é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística"), acrescentando-se, aqui, ser o requerente pessoa pública, em exercício de cargo político, fato que, por si só, desperta maior interesse da população a respeito de sua vida pública e privada.

Nessa mesma linha, o entendimento do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado, conforme decisão proferida no julgamento da Apelação Cível nº 70037367687, de lavra do Des. Luiz Felipe Brasil Santos, que ora adoto como razões de decidir, diante de sua pertinência ao caso concreto:
"Acerca dos direitos constitucionais de livre expressão à atividade intelectual e de comunicação, independentemente de censura ou licença, contraposto ao preceito de que são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação, ensina a doutrina de Sérgio Cavalieri Filho que esses dois princípios constitucionais se confrontam e devem ser conciliados com o princípio da proporcionalidade.
 
Acrescenta que se costuma ressalvar, no tocante à inviabilidade da intimidade, a pessoa dotada de notoriedade, principalmente quando exerce vida pública. Fala-se, então, nos chamados `direito à informação e direito à história, a título de justificar a revelação de fatos de interesse público. Entende-se que, nesse caso, existe redução espontânea dos limites da privacidade (como ocorre com os políticos, atletas, artistas e outros que se mantêm em contato com o público). Avança em sua lição para dizer que dois são os componentes da liberdade de informação jornalística: o direito de livre pesquisa e divulgação e o direito da coletividade de receber notícias que correspondam a uma realidade fática. Os órgãos de comunicação, é verdade, não estão obrigados a apurar, em todos os casos, a veracidade dos fatos antes de torná-los públicos. Se tal lhes fosse exigido, a coletividade ficaria privada do direito à informação, que deve ser contemporânea às ocorrências, sob pena de tornar-se caduca e desatualizada, perdendo sua finalidade. Se extrapolar limites, quer por sensacionalismo, quer por falta de cuidado, quando surgirá o dever de indenizar".


Na hipótese, não se constata, em uma análise preliminar, qualquer violação aos direitos do autor, diante da certeza de que à imprensa e aos particulares em geral é dado o direito de divulgar as informações que entendam relevantes, ainda que de caráter desabonatório, mantido, como sobredito, o respeito aos direitos individuais daquele que é objeto da informação prestada.

Dessa forma, não havendo indício de que as notícias sejam inverídicas ou de que tenham extrapolado os limites do tolerável, não se sustenta a tese defendida pelo requerente.

Outrossim, ressalte-se que não há urgência no provimento, porquanto as notas vêm sendo divulgadas há tempo considerável (a mais antiga em 2003 e a mais recente em 17 de junho de 2011), razão pela qual indefiro a medida liminar pleiteada. Intimem-se. Cite-se. (ass). Anaísa Accorsi Peruffo, juíza de Direito."

(texto retirado do site Espaço Vital: www.espacovital.com.br)


Sugestões para leitura:

Movimento 89 de Junho (Não deixe de ler os comentários! É assustador!)
Espaço Vital
Notícias Terra
Mauro Zacher

Esta era a pretensão do ilustre vereador:



EU NÃO SEI DANÇAR












Esta postagem é só para ver.


sábado, 17 de setembro de 2011

CRISE DE IDENTIDADE

Eu e meus filhos, João Gui e Maiata

Sim. A frase é reveladora. Assustadoramente reveladora: "Tu és o que pensas". Às vezes, andando pelas ruas da cidade, surpreendo-me com frases que me são lançadas por pessoas que não conheço. Chamam-me: veado, putão, corno, maconheiro, vagabundo, marginal, otário, e por aí a fora. O que me faz pensar: sou o que penso ou sou o que os outros pensam?
Outra: "Tu és o que pensas que és". Piorou. Se sou o que penso que sou, por que os outros não me vêem assim? Será porque pensam diferente de mim? Então, para os outros, não sou o que penso que sou, sou o que pensam que sou. Porém, aconselha-me a boa filosofia que não diga, jamais, que sou o que penso que sou, pois corro sério risco de estar enganando-me, permitindo que minha consciência, deformada por conceitos desconectados da realidade, "criasse" uma imagem não correspondente a minha essência interior, ao meu "verdadeiro eu".
Mas os outros sequer pensam nisso: pensam que sou o que pensam que sou e pronto! Sem problemas. Nessas horas, eu queria ser o outro que me vê.
Porém, eu também penso que o outro é o que EU penso que ele é, não o que ELE pensa que é. Seguindo essa seara do raciocínio, podemos entender que estamos todos nos enganando e somos todos enganados.
Ninguém sabe de ninguém. Só se é o que é para si mesmo e ninguém é o que é para o outro. E o outro não é o que é senão o que pensamos que ele seja. E não adianta insistir, dizer "Eu não sou assim como estás pensando.". É sim. É bem assim como estou pensando, sim. E nem vem com essa conversa mole pra boi dormir. Eu é que sei de ti.
Crise! Crise! Crise! Não sei quem sou, jamais saberei. Nada me ajuda: nem a consciência, nem a filosofia, nem o outro.
Talvez haja, em mim, em algum lugar recôndito, muito escondido, a explicação exata e verdadeira de quem sou. Ou melhor, de quem penso que sou. O pensamento primevo, puro, intocado, essencial. O único que me explicaria, que faria com que me reconhecesse e soubesse de mim. Mas tenho os braços curtos e não consigo alcançá-lo.
Cérebro, célebro, céreblo. Não importa como o chames, ele não virá.
É como o policial que, impressionado através da nova copiadora eletrostática, pensando tratar-se de algo viável, como uma simples passagem por um viaduto onde as pessoas pudessem estacionar, comer sanduíches, fazer as pazes, dissesse que não via e o dia nublado. Apesar da opinião de alguns, concordo que esse posicionamento dos pardais traria mais segurança para todos e, principalmente, menos impostos, que é o que todos queremos, como sociedade organizada nas calçadas da memória.
O sélebo é o que pensa de tu!

O que você está pensando agora? 
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Ente Maldito

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

FRASES PARA FICAR BEM

Sugestão de uma leitora:

- Se o meu mundo caiu, eu que aprenda a levitar.


Variação de frase da última publicação:


- Não tem, mas acabou.

RBS DÁ A LARGADA PARA O "JOGO" DA SUCESSÃO


Pois, é. Sempre ela, sempre essa "empresa de comunicação".
Na sua edição dominical (11/09/2011) a RBS deu a largada para o "jogo" da sucessão municipal na capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Talvez por impaciência diante da indecisão dos jogadores, que parecem em estado de letargia (ou de irritante espera, melhor dito), a "empresa de comunicação" resolveu publicar uma "pesquisa" de intenção de voto para a eleição majoritária de 2012.
Abrangendo vários "cenários" possíveis, contratou o IBOPE para que perguntasse às pessoas como se posicionariam diante de cada um deles. De quebra, solicitou também que perguntassem, a partir de uma lista previamente elaborada, que os entrevistados escolhessem, dentre os itens oferecidos, aqueles que consideravam que deveriam merecer atenção maior por parte do futuro administrador municipal.
Indo além, solicitou pesquisa de avaliação do governo atual, representado pela pessoa do senhor José Fortunati.
Acho que os judeus da mega corporação empresarial da Azenha estão profundamente preocupados com a inércia dos partidos, que não definem alianças e muito menos apontam candidatos, o que lhes deixa "angustiados" com o porvir.
A RBS, atualmente, "participa" ativamente do governo municipal. Claro que não abertamente. Secretarias como Cultura, Governança e a Coordenação de Comunicação do Gabinete do Prefeito são testemunhas constantes de suas "investidas". Por isso, talvez estejam tentando pressionar os partidos a darem pistas de suas intenções para que posasm planejar o seu próprio cenário de atuação futura. Uma pergunta que pode estar aflorando nas mentes errebeessianas: "Será que poderemos continuar a dispor dos espaços públicos do município para fazermos nossas divulgações e  festinhas?".
Para aqueles que não são de Porto Alegre e pouco sabem do que aqui acontece, no intuito de apenas dar-lhes uma leve idéia de como a empresa "atua" junto à municipalidade, lembro que em 2007, de setembro a novembro daquele ano, o Espaço Cultural Usina do Gasômetro recebeu a exposição No Ar, 50 Anos de Vida, alusiva aos 50 anos de atuação do grupo no estado. A Usina do Gasômetro, prédio tombado pelo município de Porto Alegre, pelo Estado do Rio Grande do Sul e pela União, foi totalmente "adaptada" para receber a dita exposição. Janelas foram tapadas com cortinas ou adesivos especiais, tapumes foram colocados em dois andares do prédio para delimitar o espaço e criar o ambiente necessário para as peças que eram apresentadas e seguranças particulares controlavam a circulação de pessoas. Enfim, a RBS "se abancou" na Usina.
Na inauguração da exposição, estiveram presentes figuras ilustres como a atual presidenta Dilma Rousseff, na época ministra-chefe da Casa Civil, representando o então presidente Lula, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Fraklin Martins, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, a então governadora do estado, Yeda Crusius, o então prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, além de muitas outras "autoridades" e representantes de vários setores da sociedade, inclusive do judiciário e do ministério público.
O que essas "autoridades e figuras ilustres e destacadas da sociedade", todas, não viram? Ou não lembraram? Ou fizeram que não viram? Ou fizeram que não lembraram? Que aquele prédio onde estavam, por ser um patrimônio público tombado, não poderia ter seu ambiente alterado daquela maneira. Que bens público tombados "devem" deixar à mostra todos os seus detalhes e nada pode ser erguido ou alterado de forma que resulte em prejuízo à essa visão. Que a circulação num bem público tombado não pode ser restringida a não ser pelo interesse do órgão público responsável pela sua conservação e administração, ou para a segurança dos visitantes. Ninguém lembrou. Ninguém viu. Ninguém cogitou. Talvez por causa dos discursos, ou dos canapés, ou do espumante. Não sei... não sei. Só que tudo isso é ridículo.
Porém, ridículo mesmo foi um dos tais Natal na Usina, quando criaram um espaço VIP, cercado, com seguranças, só para "convidados ilustres", com comidinhas e bebidinhas e acesso privilegiado aos artistas que se apresentariam nos vários shows da noite. Cara, aquilo, sim, foi o cúmulo do ridículo! Mas, enfim...
Então é assim que essa "empresa de comunicação" atua, sabe-se lá com que argumentos (a la Chateubriand, talvez - para aqueles que não leram, sugiro: Chatô, o Rei do Brasil, de Fernando Morais), junto aos "donos" do poder.
No entanto, aqui no estado e, mais particularmente, em Porto Alegre, enfrentam forte resistência de alguns grupos políticos. Por isso, talvez já antevendo que alguns desses "aventureiros" possam chegar ao poder novamente, por meio do voto, o que lhes traria grande prejuízo para continuar a ter à sua disposição os espaços públicos municipais para a divulgação gratuita da sua marca, decidiram dar início à "corrida eleitoral", já tentando influenciar votantes e votados, ou seja, com um olho no peixe e outro no gato.
Como vão posicionar-se? Não sei. Não tenho nem como saber. Mas tenho como perceber, pois não sou cego e muito menos burro. Aprendi a ler nas entrelinhas, mesmo quando estas são bastante apertadas, como as entrelinhas de um jornal.
Vamos aguardar para ver como será a reação dos "jogadores" diante da provocação. Temos muito tempo, ainda.

FRASES PARA FICAR BEM

 









Às vezes, uma frase dita, assim, ao acaso, consegue ter o poder de traduzir em suas poucas palavras tudo o que sempre quiseste dizer, mas nunca conseguiste.
Então, ofereço-te estas frases definitivas para que te reconheças.
Vá lá que encontres nelas algum sentido...

- O Amor morreu! Ai, eu te amo, Amor!


- Acabou mas não tem.

A DESTRUIÇÃO DA ZONA SUL DE PORTO ALEGRE

A Prefeitura de Porto Alegre, desde o advento do governo José Fogaça, tem permitido uma verdadeira devastação na zona sul da capital.
Antes da chegada do "turista", um lugar cheio de verde e espaços de convivência. Após a sua "aterrissagem", alvo da mais nojenta e abjeta especulação imobiliária.
Constroem-se "condomínios" a cada centímetro quadrado, todos oferecendo o "prazer de morar na zona sul, em meio à natureza, numa das zonas mais elegantes da capital".
Só que a "natureza" resume-se a uma ou duas árvores que são deixadas de pé, em meio à devastação promovida para dar lugar às tais "malocas padrão todas iguais de alto conceito arquitetônico e valor agregado". E a tal da "elegância", as pessoas que vêm não tem nenhuma; são só um bando de pobres coitados que imaginam que ao morar numa zona dita "nobre", automaticamente, ao chegarem aqui, são "contaminados" por ela, como que por osmose, o que não lhes exige nada, a não ser dinheiro para estarem aqui, e, portanto, serem "elegantes", também.
Essa falta de bom senso, leva-me à reflexão: espaço disponível está disponível para ser arrasado e ocupado por construções, ou espaço disponível está disponível para ser espaço de convivência?
Acho que a primeira opção é a mais óbvia. Porque óbvia? Mas é óbvio! Desde que determinamos que tudo tem dono, inclusive os "espaços disponíveis", declaramos que cada um faz do que "lhe pertence" o que melhor lhe parece!
Não é óbvio?!
Que gente estúpida somos todos!!!

sábado, 3 de setembro de 2011

A DOENÇA DA SOLIDÃO

Eu gosto de ler. E no desespero de ter algo para ler, todos os dias, leio até jornal, esse exemplo descarado e desmascarante de nossa falta de bom senso e tendência irrestível para a fofoca.
Às vezes, porém, colhe-se, nessas desaconselháveis, mas inevitáveis, leituras, algum texto que nos surpreende, se não no todo, pelo menos em parte, ou num trecho. De repente, surge diante de nossos olhos e de nossa alma desavisada algo arrebatador, que faz valer o esforço daquela leitura. Foi o que aconteceu comigo, hoje.
Estava lendo o jornal Zero Hora, edição de sábado, de 3 de setembro de 2011, mais especificamente o Caderno Vida, quando deparei-me com um artigo escrito por JOSÉ J. CAMARGO, professor universitário e membro da Academia Nacional de Medicina. O título do artigo do professor é: Solidão, essa doença. Referir-se à solidão como uma doença bastou para fazer-me dedicar uma atenção especial ao texto, com uma certa predeterminação ao acolhimento.
O texto narra uma experiência de consultório, acontecida em uma clínica de dor, em Madri, Espanha, onde o tema "solidão" acaba tornando-se o núcleo de uma pesquisa, mesmo que os pesquisadores não estivessem preparados para o seu aparecimento - e sequer a levassem em conta.
No decorrer do texto, já ao seu final, deparei-me com estas afirmações que me tiraram o fôlego e forneceram-me assunto para refletir sobre por, pelo menos, meus próximos anos de existência neste plano. Escreveu o professor José:
"Quem trabalha com transplante, por exemplo, descobre no convívio com o desespero levado ao limite, que a disposição para lutar pela vida depende de uma equação simples: amor para dar/amor para receber.
Os ricos de afeto ultrapassam todas as estimativas de sobrevida porque lhes encanta viver. Por outro lado, é triste flagar o desinteresse com que os mal amados encaram a perspectiva de batalhar por uma vida que lhes negou a generosa cumplicidade do amor compartilhado.
Certo estava quem escreveu que a maior tragédia do homem é o que morre por dentro dele, enquanto ele ainda está vivo."


Então, eu concluo:
Parabéns aos bem-amados! Parabéns aos bem-amantes! Antes não fôsse possível fazer tal distinção, por sermos todos pessoas que bem amam e, por consequência, somos bem amadas. Infelizmente, essa não é a nossa realidade.

Quem estiver de bem com o amor, aí, dê um passo à frente!
E siga adiante!!! Viver é mágico! Pelo menos deveria ser. Para todos.
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