domingo, 15 de maio de 2011

O CÉREBRO NO DOMINGO




O que fizeram, então, os Lúdicos e os Leocádios? Amorfinaram-se! Não tendo para onde ir, foram tragados pela Retórica que, como se sabe, não tem redobraduras na língua.
As maiores vítimas desse desconcerto foram os Lúcios, um dos últimos povos agropastoris da região da Parábola, antiga Hiena, que eram os maiores produtores de cedilhas e acentos. Dependentes diretos das decisões políticas dos Lúdicos, principalmente, viram-se, de uma hora para outra, privados de seu único canal de exportação: a Passagem da Monarquia, por onde escoavam a quase totalidade de sua produção.
Para não morrerem de forme, os Lúcios uniram-se aos Marcianos, provenientes do planeta Márcio, e atacaram os Lúdicos e os Leocádios. Entraram, também, no território dominado pelos Larápios, de onde surrupiaram tudo o que puderam carregar.
Após essa sanguinária expedição, voltaram para suas terras, onde permaneceram em paz por muitos e muitos séculos. Até a chegada de Gambiarra, o Barbeiro de Servira.
Mas isso já é outra histeria.

domingo, 8 de maio de 2011

FELIZ DIA DAS MÃES!

Às vezes, algumas pessoas questionam: para quê comemorar o dia das mães se dia das mães é todo dia?
Eu penso o seguinte: é uma comemoração diferente. É uma outra forma de comemoração. Todos nós, quando fazemos aniversário, comemoramos o dia em que nascemos. E comemoramos não por outro motivo se não o de ter tido a dádiva de termos nascido, de termos ganhado a vida, de estarmos aqui.
Para a mulher que é mãe, acredito que o dia das mães é o dia simbólico não de comemorar o fato da própria vida, da própria existência, mas de comemorar o fato de ter concedido a vida, de ter dado à luz um outro ser humano. É o momento de comemorar a existência de um outro que é uma parte de si.
Então, devemos comemorar, sim, todos, o dia das mães. Deixemos para os comerciantes a importância comesinha que dão a uma data tão sensata, tão humana, e vamos, nós, que não nos importamos com as vicissitudes de pessoas que não vêem na própria existência, nem na alheia, outro motivo a não ser a busca incansável por bens materiais, aproveitar este momento para comemorarmos juntos com nossas mães as nossas existências.
Há pessoas que não percebem que não estariam vivas, que não existiriam, se não houvesse outra que as antecedesse e que, por meio dela, o dom da vida lhes fosse alcançado. São pessoas incapazes de agradecer, de comoverem-se. São pessoas que chegam ao absurdo de pensarem e se comportarem como se o fato de terem sido geradas fosse uma obrigação que outras tinham para com elas, como se tudo não fosse fortuito, ao acaso, misterioso, incompreensível: porque o meu filho, ou filha, tinha de ser tu? Porque nasceu assim? Porque é assim como é? Porque não é outra pessoa?

Ninguém escolhe o filho que vai ter, assim como ninguém escolhe os pais que o vão gerar. Porém, pelo menos até hoje, ninguém nasceu de semente, ovo, transplante, cuspe ou outra origem menos digna.
Comemoremos, então, o dia das mães. É uma comemoração que fazemos a nós mesmos, também.

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