sexta-feira, 16 de julho de 2010

A ARTE DA FOTOGRAFIA

Há tempo eu queria fazer uma postagem como esta: foto fail!
Fotografar é uma arte. Uma arte que exige, também, muita técnica, perspicácia, sensibilidade.
Posar para uma foto também é uma arte que exige muita personalidade e espontaneidade.
Interferir numa foto, é, acredito, a maior de todas as artes. É preciso MUITA cara-de-pau! Molecagem não é para os fracos nem para os tímidos. A noção que o moleque tem de que "uma foto é para sempre" é, de longe, maior do que a que tem o fotógrafo e o próprio fotografado.
O moleque é um advérbio: ele tem o poder de mudar o sentido de tudo, inclusive o seu próprio.
Mas vamos à arte.





quinta-feira, 15 de julho de 2010

ÓLEO NO GOLFO DOS OUTROS É AZEITE DE OLIVA

Uma imagem terrível do óleo que vazou (até agora) no Golfo do México, por conta da explosão e posterior afundamento da torre petrolífera Deepwater Horizon, da British Petroleum. Uma válvula subaquática, localizada próxima da torre, não consegue ser fechada e, diariamente, expele em torno de 200 mil galões de óleo nas águas do Golfo.

Foto tirada de um satélite onde aparece a mancha de óleo no Golfo do México.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

AI! CAI!

De Ente Maldito

Escrever haicai é um parto. Por isso o título desta postagem. Cara, não sei para que tanta regra, tanta minúcia. Parece que se está partindo para uma partida de xadrez. Mas, enfim, é coisa de japonês: tradiçon é tradiçon. Olha que original o pokemon!
Por isso, já que falamos em tradição, em observar costumes, em andar na linha, ao invés de haicais resolvi escrever pokemoncais ou haipokemons ou haikemoncais.

Ei-los:


HAICAIS PARA JAPONÊS VER.1.0


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A saia secava
ao sol quente, de manhã.
Meus olhos ardiam.


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Uma borboleta
pousa exausta na janela.
A aranha é certeira.


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De flor em flor, a abelha
colhe o néctar para o mel.
Dorme, o jardineiro.


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Mosquito no quarto,
levanto rápido e... plaft!
Uma gripe A menos.


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Fujimo Nakombi


Leia mais sobre haicai, balão, haicai, balão, aqui na minha mão.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

aaaa

AS HASTES APONTADAS DE CIRNE

De Ente Maldito

Cirne apareceu em minha vida por sua proximidade sonora com Crime. Também pela possibilidade de brincar com palavras parônimas como Cerne ou Carne.

Bem, mas de Cirne/Crime para Cerne/Carne e, quase por indução, para Corno, foi um pulo.

Nesse jogo de palavras, o assunto traição foi tomando conta do pensamento e acabou virando tema. Porém, não a traição objetiva, mas a traição imaginada; aquela traição que não nasce do ato de um trair o outro, mas da possibilidade que um vê como real de que o outro venha a traí-lo (olha que brincandeira legal dá para fazer aqui, também: a traí-lo / atraí-lo => "Com medo de que João descobrisse que ela estava prestes a traí-lo com o sócio, Ricardo, imaginou um plano para atraí-lo para bem longe dali.").

quinta-feira, 8 de julho de 2010

LA MANO DE...

Encontrei estas fotos no Kibe Loco.
O título da postagem também foi copiado de lá e faz, obviamente, referência à declaração de Maradona ("Fué la mano de Diós" - Por supuesto!!! - adv. "Certamente") sobre o gol feito por ele contra a Inglaterra, em partida válida pelas quartas-de-final da copa de 1986, realizada no México (Argentina 2 x 1 Inglaterra).

O que é a cara do Maradona na segunda foto!
Ficou muito legal esta seqüência!


PARA QUE NÃO DIGAM QUE NÃO TIVE INFÂNCIA

Eu também - da mesma forma que quase toda a humanidade - fui criança.
No meu tempo, a gente caçava índios e assaltantes de bancos e diligências com o mesmo afinco com que as crianças de hoje caçam colegas de escola e professores: numa batalha de vida ou morte.
Muitos Apaches, Comanches e Cherokees tiveram um triste fim quando cruzaram o meu caminho.
Agora estou mais calmo. Passei a responsabilidade de caçar índios para a FUNAI e para a UDR e fico apenas observando alguns escalpos que ainda tenho pendurados pelas paredes da minha cabana.
Quando era caçador de índios (Indigienista), tinha um parceiro inseparável, o Beto, outro grande escalpelador, lá das bandas de Livramento. O tempo, no entanto, se encarregou de nos separar, e hoje, o que sei, é que ele é um bem sucedido corretor de imóveis, com atuação em Livramento e Rivera (Uruguai). Talvez esteja loteando aquelas antigas aldeias que atacamos sucessivamente até exterminarmos qualquer evidência da presença indígena em nossas terras. Ou escalpelando inquilinos insolventes.
(Durante os penosos anos de ditadura em nosso país, lembro que os militares caçavam sem piedade os insurgentes. Hoje em dia, as imobiliárias e as construtoras caçam sem piedade os insolventes.)
Desses bons e polvorizados tempos, guardo uma foto, onde aparecemos, o Beto (com seu rifle Winchester) e eu (com meu Colt 45), fazendo pose de exterminadores do futuro (do futuro dos índios, fique bem entendido. Aliás, aproveitando o gancho, acho que o grande exterminador do futuro, na atualidade, é o crack, que poderíamos apelidar de Arnold Crackzenegger.)

A PROVA

















- Muito prazer. Tex. Jon Tex.

SALIM MULEKE

De Ente Maldito

Salim Muleke...
Ah, Salim, Salim, Salim... Salim é Sal, Salim é Sim, Salim é Alim - Muito Alim do Jardim!
Salim é Milas, o rei que tudo em que tocava virava purpurina.
Salim é um leke de fantasias, de incompreensões, de sonhos, de esperanças, de desejos - muitos desejos.
Salim é assim, mas prefere-se "assado".
Salim é poeta (ou poetisa) e escreve coisas.
Coisas como esta:


MÍMESE

Que coisa idiota
arrodear-se em volta
de uma lâmpada.


Parece aquela gente,
sem luz própria,
que vive à volta
de quem as garanta!


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O título deste poema me deu uma idéia... Acho que  Salim poderia escrever um com o título/tema MIME-SE.
Vamos aguardar para ver o que ele pensa sobre isso.

ESTUDOS PATÉTICOS E SAUDADE

De Ente Maldito

Tenho interessado-me em trabalhar, ultimamente, na exploração das palavras, procurando, na sua morfologia, sons, maneiras de escrevê-las ou reescrevê-las, combiná-las, resignificá-las, de forma a ampliar-lhes o sentido.
Os resultados são as poesias recentemente publicadas (Autista Baptista, Salim Muleke) e estas, agora, recém saídas do forno, escritas pelo Pero Vás.


TI

Sem querer, te vi.
Sem querer, te conheci.
Sem querer, apaixonei-me
por TI.

Não sei
como podes caber
toda no espaço entre
(dentro de)
um T     e
um I.

E agora?

Como viver
sem querer-TI?



CONHESER

ConheSer-te
a cada segundo
que vi-ver-te.

Corporal-Mente.

Re-Conhecer-te
agora e
em cada amanhã-ser.

Ser-te-me amor
e amante.
Sempre-nos
para sempre.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

PENSAMENTE MALDITA

De Ente Maldito

Na frente da escola, no horário de saída do curso noturno, ansiosos, os familiares de Autista Baptista esperavam-no para felicitar-lhe pela mais recente conquista: a conclusão no curso de EJA.
Ostentando uma gigantesca faixa, de fundo branco e letras vermelhas, o saudavam:

PARABÉNS PELA VITÓRIA! EJA SABIA!

Autista saiu da escola, mas não reparou na presença dos familiares. Estes também não perceberam a sua saída. Voltou para casa alheio ao que se passasva ao seu redor, como era do seu estilo.
Já era madrugada quando a polícia foi chamada para averiguar o que fazia aquele grupo de pessoas, andando de um lado para o outro, em frente à escola.
Segundo relato do guarda-noturno, por vezes o grupo se dispersava, alguns iam para um lado, outros para outro, alguns permaneciam no mesmo lugar, outros chegavam a caminhar até o fim da rua. Pareciam sonâmbulos. Depois se reagrupavam e, por vezes, cumprimentavam-se como se não se vissem há tempos. Em algumas ocasiões, mais de uma vez.
Quando questionados sobre o que faziam ali, àquela hora, com aquela faixa enorme, ninguém sabia explicar. Alguém chegou a argumentar que sequer conheciam a tal da Vitória.
Então, jogaram a faixa numa lixeira próxima e decidiram ir embora. Cada um para um lado, apesar de morarem todos juntos.

AUTISTA BAPTISTA

De Ente Maldito

Poeta, misterioso, obscuro, insondável, aparentemente alheio ao mundo, porém dotado de uma sagacidade observadora incomum. Autista Baptista (um dos tantos heterônimos do autor deste blog) é, provavelmente, o único caso conhecido de autismo hiperativo associado ao alcoolismo.
Toda essa problemática, no entanto, não inibe o sentido arguto e sarcástico deste ser que, se por vezes assume uma aparente superficialidade, noutras mostra-se terrivelmente complexo, a ponto de ampliar a dimensão e o sentido de imagens corriqueiras, cotidianas, que passariam despercebidas não fosse o seu olhar claudicante.
Assim, trago-vos, hoje, alguns poemas curtos deste artista, escritos durante instantes de imersão num silêncio tão assustador quanto acolhedor.



CARNE DE SOL
Saudade.
Sal da idade.
Vida conservada
para reviver
mais tarde.

 
MÚSICA PARA OS SEUS OUVIDOS
(ou Música Para As Suas Orelhas, como quer a novíssima nomenclatura médica)

Com solos,

consolo Cristina.

Com harmonias,

harmonizo Betina.

Com acompanhamentos,

acompanho Celina.

Com dedilhados,

dedilho Marina.

Com acordes,

acordo Carina.

Com custo,

conquisto Sabrina.

E encerro a pauta...


Com sol...

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