terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Recém chegado da praia


Por: Ente Maldito

Recém chegado da praia, com as dores, ainda, do sol na pele, escrevi isto:

ISTO

Olho, ao longe, o deslocamento das nuvens
Tentando perceber a direção dos ventos.
São eles os fortes braços que empurram
Para o continente, as naves, ou para o mar a dentro.

(Sonho que sinto em meu rosto,
Como corcéis dispersos das tormentas de agosto,
Ah, os tão benfazejos ventos favoráveis!
Deus, como é louca a minha vontade!
Que, cega, enxerga no que as ondas trazem,
Os sinais de tua vinda e nem percebe
Que ao mar sequer te lançaste.)

Brilham meus olhos na noite deserta,
Acompanhando as luzes que da praia passam ao longe.
Vibram meus olhos e não vêem que a destra
Se agarra à sinistra protegendo o que resta de um sonho disforme...

A nau não virá. É hora de apagar as tochas.
Sem vento, jogado, deixo o puído estandarte.
Teus pés firmes te mantém a salvo do mar...
E de amar... o amor que juras, destarte...

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