quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O Dramaturgo e o Poeta


Camilo de Lélis

O mestre diante do quadro. A contemplação imersa nos quatro lados. Qual a forma da perfeição? Onde, a exatidão assimétrica? Enquadrada, a vida pousa (e se mexe) - enorme, gigantesca, sentida... quadrilátera. A visão de ti em mim. A visão que me deste. Não viste o que eu vi. És perfeita. E nem notaste... Eu... Me pondo ao quadrante Leste. (E.M.)

Pressuponha, Mestre:

Indecisão



Ao encontrar-te assim, oferecida, prestes a indicar o botão da camisa,
(a papoula na mão esquerda não te torna sonolenta, mas lasciva),
não sei se o primero beijo eu destino aos olhos (já vidram antecipados),
ou se à concha rósea da orelha, ao nariz, talvez, em seu desenho exato,
ou aos lábios (que esboçam uma chacota à minha veneração extática),
ou, quem sabe, ao mais singelo dos atributos, a covinha de teu queixo...

camilo/2009.

Um comentário:

  1. querido irmão de armas, gostei de ver tua estratégia de olhar esta vênus agrária através dos quadrantes,também o lá, o cá e, principalmente, o meio,realmente, um acréscimo de entendimento sobre a obra ...isto é o artifício da ciência ou a ciência da arte???

    camilo.

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