quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

A Realidade Real

Ás vezes eu quase desisto. Quando olho para o que se tornou o dia-a-dia, atualmente, juro que eu quase desisto. A violência gratuita parece que se apossou das pessoas de tal forma que poucos são, ainda, os que, diante de uma situação de confronto iminente, conseguem enxergar que tem pela frente um ser humano.
Com o pensamento embotado pelo sangue que jorra das telas das TVs, das telas dos cinemas, das páginas dos jornais, das telas do PCs, das telas dos video-games, a maioria das pessoas tem como primeiro impulso "eliminar", "destruir", "bater até matar".
Mais tarde, quando questionadas por que chegaram a tal extremo, respondem laconicamente: "ah, ele tava me incomodando, daí eu matei."
Não há qualquer respeito pela vida alheia, nenhum sentimento de remorso, parece que é normal, parece que tirar a vida de alguém não é nada. É como se nos víssemos todos como criaturas sozinhas no mundo: ninguém se interessa por nós, ninguém nos ama, ninguém nos espera. Acabar com a vida de uma pessoa é só isso: acabar com a vida de uma pessoa só. Ninguém vai chorar por ela, ninguém vai sentir a sua falta, o sofrimento causado não atingirá a outros.
Eu, sinceramente, não consigo entender como chegamos a tanto. Se alguém souber me explicar, agradeço, de coração, pois gostaria, mesmo, de entender. Não que eu pudesse fazer alguma coisa para modificar o caos assassino e sádico que se instalou, mas pelo menos eu saberia o que pensar quando a onda sanguinolenta me atingisse.
É foda!!! (Não é nada. Se fosse foda, seria bom. Provavelmente é falta de foda.)












REALIDADE

Legisladores omissos,
Juízes promíscuos,
Governantes submissos,
Imprensa a serviço,
Políticas de artifício,
Pedidos de armistício,
Ganhos imprevistos,
A realidade é só isso:
Um chute nos testículos!


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