domingo, 21 de dezembro de 2008

O Dramaturgo e o Poeta

De novo o dramaturgo poeteia. Não me canso de ler os escritos poéticos deste cara. Ele é muito bom.
Saboreiem comigo mais um naco de Camilo de Lélis:

Onicofagia.

Unhas minhas,
nervosa autofagia, dia a dia.
Comer-se, enfim, pelas extremidades,
onde ressurge a casca da agonia.

camilo,2007.







Tangentes

-Merda!
Isso não é um grito.
Grafar palavras não é dizê-las,
dizê-las não é pensá-las,
pensá-las não é sabê-las,
sabê-las não é possui-las.
O saber é despossuido:
-Merda!
Isso é um rugido.

camilo.

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